APLB

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Periodo de matrícula 2019 da Rede Estadual confirma preocupação pontuada pela APPI/APLB desde novembro do ano passado

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia fechou matrícula para o sexto ano (antiga 5ª série) de diversas escolas da rede, em Ilhéus. Com o discurso de que a responsabilidade de ofertar o Ensino Fundamental é do município, o estado fechou centenas de vagas na Rede Estadual de Ensino.

No final do mês de novembro do ano passado, a APPI/APLB provocou a realização de uma Sessão Especial na Câmara de Vereadores de Ilhéus, com o objetivo de debater o fechamento de matrículas nas escolas da Rede Estadual e ficou deliberada a necessidade de enviar para o Governo do Estado um manifesto exigindo que a SEC não oficializasse esta decisão sem que antes debater caso-a-caso com a comunidade escolar. “É preciso que a comunidade escolar se mobilize para cobrar das autoridades responsáveis o não fechamento dessas matrículas”, afirmou o Prof. Osman Nogueira, presidente da APPIAPLB.
 

O fechamento da Escola Estadual do Basílio - única escola do bairro e acima de 400 estudantes - é a prova da irresponsabilidade do estado com a Educação Pública no Município de Ilhéus.



Sindicatos lançam campanha de arrecadação de alimentos para servidores demitidos em Ilhéus



Os sindicatos (Sinsepi, APPI\APLB, Sindguarda, Sindiacs\ACE) que coordenam a campanha contra a demissão de centenas de antigos servidores municipais de Ilhéus, decretada pelo prefeito Mário Alexandre, lançaram uma campanha de arrecadação solidária de alimentos que serão doados aos trabalhadores mais vulneráveis. Desde o dia 8 de janeiro, esses trabalhadores realizam manifestações de protesto contra a atitude do prefeito, que havia prometido publicamente a adotar todas as medidas judiciais cabíveis a fim de evitar as demissões.

Segundo declarou a professora Enilda Mendonça - uma das líderes do movimento -, infelizmente, a realidade desses trabalhadores é de abandono, “porque foram demitidos sem direito a rescisão, a parcelas trabalhistas, sem direito ao saque de FGTS e essas pessoas vão chegar agora ao final do mês sem dinheiro sequer para comprar comida. Então, na realidade, a sensação é de abandono por parte do município.”

Sobre a campanha, Enilda disse que “o nosso objetivo ao pedir alimentos à população é de proteger os mais vulneráveis. Nós temos algumas pessoas que vão passar dificuldades, mas não vão passar fome; mas tem uma turma boa que não vai ter dinheiro para comprar comida. Então, nós estamos fazendo a campanha de arrecadação de alimentos para que possamos proteger esses trabalhadores mais vulneráveis nesse momento crítico da vida deles”, acrescentou.

A campanha de arrecadação solidária de alimentos conta com dois postos fixos para recebimento dos donativos, um na sede da APPI\APLB, que fica no Malhado, na Praça do Tamarineiro, e outro na sede do Sinsepi, na Rua Carneiro da Rocha, próximo à Feirinha do Guanabara, no Centro. “E para além desses postos fixos, vamos estar na rua, de porta em porta, pedindo alimentos”, salientou a professora.

Pode ser doado qualquer tipo de alimento, tanto dos perecíveis como não perecíveis. “A pessoa pode contribuir com o que tiver em casa, com o que puder contribuir, tudo será bem vindo. E estamos montando uma equipe dos próprios trabalhadores que vão fazer a formação das cestas básicas e, posteriormente,  a entregá-las aos trabalhadores mais vulneráveis”, explicou Enilda Mendonça.

Quem quiser contribuir pode ligar para o telefone 32315931, da APPI, a fim de obter maiores informações.

Ex-servidores protestam contra demissões no Parque Infantil e Barra

Hoje pela manhã, os servidores demitidos fizeram caminhada no Parque Infantil, sentido Barra, onde também promoveram a distribuição de panfletos, explicando à população a injustiça cometida pelo prefeito Mário Alexandre. Nas ruas, a população demonstra solidariedade e apoio à causa e concorda com as críticas ao governo.
 
“Nós temos um grupo bastante efetivo nas nossas manifestações e caminhadas e a gente tem visto que dentre esses trabalhadores, quem tem menos tempo de serviço tem 30 anos, portanto quem tem a menor idade está acima de 50 anos, 60 anos. Essas pessoas estão na expectativa de que a permanência delas nas ruas vai amolecer o coração do prefeito e a revogação do decreto”, destaca a professora Enilda Mendonça.