APLB

terça-feira, 15 de janeiro de 2019

CONVOCAÇÃO - Grande mobilização de servidores municipais no bairro Nossa Senhora da Vitória


Nessa quarta-feira (16), às 9h, estaremos percorrendo as ruas do bairro Nossa Senhora da Vitória para denunciar a injustiça praticada pelo prefeito Mário Alexandre na demissão de diversos pais e mães de família, com mais de 30 anos no serviço público, muitas dessas pessoas próximas da aposentadoria.

Contra o decreto de demissão e pela garantia dos nossos empregos!
Venha você também fazer parte dessa luta, junte-se a nós!
#ServidoresMunicipais #Demissão #Ilheus

Demitidos por Marão, servidores fazem protesto na zona sul de Ilhéus



Os servidores demitidos pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão, com mais de 30 anos de emprego, realizaram uma manifestação de protesto na manhã de terça-feira, 15 de janeiro, na zona sul da cidade. Eles percorreram ruas do bairro Nelson Costa para denunciar a injustiça praticada pelo prefeito, que havia se comprometido a buscar todos os recursos judiciais cabíveis a fim de suspender o efeito da sentença do juiz da Vara da Fazenda Pública.

Demitidos de diversos setores da Prefeitura, os servidores explicam à população as contradições do prefeito, que nem recebe as lideranças sindicais para um diálogo sincero. Através do Decreto nº 128/2018, publicado na madrugada do dia 8 de janeiro, o prefeito afastou impiedosamente servidores que ingressaram no Município antes de outubro de 1988, quando não havia obrigatoriedade de concurso público.


Dentre os manifestantes, estava o guarda municipal Neilton Santos, acompanhado pela esposa Jandira Oliveira e filhos. A família saiu do condomínio Moradas do Porto, onde reside, na zona oeste de Ilhéus, para participar da manifestação. Neilton declarou que o sentimento com a atitude do prefeito é de profunda tristeza. “Me sinto muito triste pelo fato de ter dedicado a minha vida inteira à Prefeitura, ter sido pego de surpresa, por ele ter prometido lutar até a última instância e não ter cumprido a palavra”, disse.

O guarda municipal injustamente demitido, com 31 anos de serviços prestados a Ilhéus, disse que vive dias de angústia. “Tenho contas para pagar e o prefeito Mário mergulha a gente nessa situação de enorme necessidade. Espero que a Justiça seja feita e que a gente se reintegre ao nosso serviço e possamos ter um dia normal como qualquer outro”, afirma. 

O movimento de protesto é coordenado pelos sindicatos representativos da categoria dos servidores públicos municipais, como o Sinsepi, APPI\APLB, Sindiguarda e Sindiacs\ACE. Para o presidente da APPI\APLB, Osman Nogueira, as decisões do prefeito foram baseadas na maldade, “porque ele próprio implantou o PDV (Programa de Desligamento Voluntário) e sabe que esses servidores estão prestes a se aposentar. Nós acreditamos na boa fé do prefeito, e agora estamos indignados”, enfatiza o sindicalista.

 
 
 
 
 

Advogado refuta afirmações do prefeito de Ilhéus para justificar a demissão injusta de servidores


Foto:Divulgação

Na opinião do advogado Iruman Contreiras, a omissão de 111 contratos temporários do Decreto nº 128/2018, baixado pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, que afastou os servidores admitidos na Prefeitura antes de outubro de 1988 e deveria extinguir os contratados do Processo Seletivo do Edital 002/2017 da Secretaria de Desenvolvimento Social (SDS), deu provas que a dispensa do pessoal anterior a 88 não é para cumprir ordem judicial, mas representa a vontade própria e para esconder a má gestão que levou ao atraso salarial.

“Se fosse para cumprir a ordem judicial não se arriscaria a manter esses contratos irregulares da SDS. Esta ação do prefeito e do secretário de Administração, Bento Lima, e do procurador geral Jefferson Domingues, reforça a suspeita de que se valem da ação popular e de um juiz equivocado para suprimir direitos de trabalhadores legalmente admitidos e que não lhe prestam continência. Querem as vagas desses servidores”, argumenta o advogado, que assiste à APPI/APLB.

O advogado sindical reforça as contradições do prefeito Mário Alexandre ao desmentir declarações feitas em informe jornalístico emitido pela Secretaria de Comunicação (Secom), através do qual afirma “a herança deixada por gestões anteriores, numa sequência de erros administrativos e jurídicos lesou os cofres públicos e produziu distorções salariais.”

Para o advogado Iruman Contreiras, o prefeito esqueceu que foi eleito vice-prefeito na gestão do então prefeito Newton Lima e sabia de todos esses problemas do Município, principalmente os de ordem financeira. “Em realidade, não existem distorções salariais. A atual remuneração foi conquistada por ordem judicial que mandou cumprir o Plano de Cargos e Salários e conceder as promoções suprimidas por mais de 20 anos de contrato dos trabalhadores”.

De acordo com o presidente da APPI/APLB, Osman Nogueira, a pretensão do prefeito Mário Alexandre é desviar a atenção da opinião pública para os graves problemas que existem na sua gestão. Dentre elas, o caos na saúde, preço exorbitante da passagem do transporte público, ônibus velhos rodando, o não cumprimento no pagamento com a empresa que faz a coleta diária do lixo domiciliar, comercial e hospitalar, abandono nas estradas da zona rural, unidades escolares sem condições de iniciar o ano letivo, além dos morros sem nenhuma infraestrutura.”