APLB

quinta-feira, 2 de abril de 2015

PLENÁRIA POPULAR "GOLPE NUNCA MAIS" DEFINE CALENDÁRIO DE ATIVIDADES



Reunidos no auditório do Sindicato dos Bancários de Ilhéus, representantes de vários movimentos sociais e partidos políticos lembraram os 51 anos do Golpe militar e debateram o cenário política nacional à luz do atual momento no qual forças conservadoras que não conseguem aceitar a derrota das urnas incentivam um discurso golpista.

Os discursos avaliaram a complexidade do momento onde há um embate muito grande entre a possibilidade de continuidade de um projeto apoiado na valorização do trabalho e dos direitos sociais e uma base política cada vez mais avessa à pauta desenvolvimentista e liderada por setores conservadores que atacam direitos de minorias e trabalhadores. Todos foram unânimes que, nesse momento, é necessário construir uma frente ampla de movimentos sociais, sociedade civil e partidos políticos que tenham compromisso com a defesa da democracia e dos direitos sociais, dos trabalhadores e das minorias.

Os presentes decidiram se incorporar ao calendário nacional de mobilizações das centrais sindicais e movimentos sociais, em defesa do Projeto de Lei de Iniciativa Popular da Reforma Política Democrática, que visa proibir o financiamento de empresas nas campanhas eleitorais, contra o PL 4330, que radicaliza as terceirizações e precariza direitos dos trabalhadores e na organização de um grande movimento, amplo e unitário, no 1º de maio, Dia dos Trabalhadores, sob o lema da defesa dos direitos e da democracia plena.

Calendário:

- 06 de abril -  Reunião para iniciar a preparação do ato do Dia dos Trabalhadores;

- 07 de abril - Manifestação a partir das 10h, em frente à Caixa Econômica Federal do Calçadão da Marquês de Paranaguá, contra a aprovação do PL 4330, das terceirizações, com votação prevista nessa data na Câmara dos Deputados;

- 08 de abril - Nova plenária popular, às 17:30h no auditório do Sindicato dos Bancários.

Estiveram presentes representantes da Associação dos Moradores do Vilela, Fami/Fameb, MLT, Observatório Social de Ilhéus, Associação dos Moradores do Salobrinho, Associação Indígena Tupinambá de Olivença, PCdoB, PT e os sindicatos dos Bancários, Trabalhadores Rurais, Metalúrgicos, Trabalhadores da Construção Civil, Servidores do Judiciário, FEEB-BASE, AFUSC, SINDICACAU, APPI-APLB e CTB.

Alunos da Escola Pequeno Príncipe, em Ilhéus, estão sem local para estudar

Faltam menos de um mês para o início do ano letivo na rede municipal de Ilhéus e até agora os alunos da Escola Pequeno Príncipe, no bairro da Conquista, estão sem local para estudar. A denúncia está sendo feita por pais, alunos e professores que foram às ruas na manhã desta quinta-feira(02) cobrar da Prefeitura de Ilhéus a retomada imediata das obras de conclusão da escola, paralisadas desde 2008. A comunidade também solicitou a garantia de espaço digno para que as crianças estudem durante o processo de conclusão da escola e o apoio da sociedade ilheense na luta em favor dos direitos das crianças.

Com faixas e cartazes, pais, alunos e professores denunciaram não somente o estado de abandono da escola, como também a humilhação que os estudantes estão sofrendo, ficando amontoados em espaços improvisados, sem qualquer condição de aprendizagem. Enquanto isso, as obras da escola estão paralisadas. Os integrantes do movimento fizeram questão de colocar que o ato realizado na manhã de hoje, em frente à construção, não era mais um protesto contra o descaso com a educação, mas sim um grito popular de quem não aguenta mais tanta humilhação.

Durante o protesto a diretora da unidade escolar informou que o Governo Municipal teria publicado na manhã desta quinta-feira, no Diário Oficial, o edital de licitação para a retomada das obras de construção da escola. A licitação será realizada ainda no dia 22 de abril, o que, na avaliação dos professores e demais integrantes do movimento, não resolve o problema, já que as aulas serão iniciadas em 27 de abril e até agora as crianças estão despejadas, sem local para estudar.

A presidente da APPI/APLB-Sindicato e do Conselho Municipal do Fundeb, Enilda Mendonça, adiantou que o colegiado já fez diversas denúncias do abandono da escola no Ministério Público Estadual, mas até agora não foi tomada uma solução. Ela também solicitou aos pais, alunos e professores que estejam atentos, vigilantes para acompanhar o processo de licitação e de realização das obras, já que nesse período muitas licitações já foram feitas e depois as obras foram paralisadas.

A escola, que deveria estar funcionando com centenas de crianças, hoje virou ponto para usuário de drogas, depósito de lixo e até motel improvisado. De acordo com integrantes do Colegiado Escolar, enquanto as obras estão abandonadas, a Prefeitura de Ilhéus prefere gastar os recursos com alugueis de espaços improvisados, sem a menor condição de funcionamento de salas de aulas.