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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Trabalhadores realizarão assembleia nesta sexta para discutir campanha salarial e assédio moral

Os trabalhadores em educação da rede municipal de Ilhéus estarão realizando uma nova assembleia nesta sexta-feira, dia 20, às 15h30min, no auditório do Centro Estadual de Educação Profissional, antigo Colégio Estadual de Ilhéus, para discutir, dentre outros assuntos, a campanha salarial 2014 e a denúncia do crime de assédio moral praticado pelo prefeito Jabes Ribeiro. A categoria aguarda que ainda essa semana o governo municipal apresente uma proposta de negociação com os trabalhadores.

A presidente da APPI/APLB-Sindicato, Delegacia Sindical Costa do Cacau, Enilda Mendonça, informou que a data base da categoria é janeiro de 2014 e a pauta da campanha salarial, aprovada por unanimidade pelos trabalhadores em educação, foi protocolada na Prefeitura de Ilhéus em dezembro do ano passado, mas até o momento o governo municipal não assinou o acordo. No ano passado os trabalhadores em educação realizaram uma greve de mais de 80 dias e como o governo municipal insistiu em não conceder a reposição salarial, os sindicatos decidiram ingressar na justiça para cobrar seus direitos. Em sua decisão, a juíza da Vara do Trabalho deu ganho de causa aos trabalhadores, mas o prefeito se recusa a atender à determinação judicial.

Já com relação ao crime de assédio moral, o prefeito de Ilhéus, Jabes Ribeiro, teria usado o Seminário Interno de Educação Infantil, realizado na semana passada, na Faculdade de Ilhéus, para intimidar e ameaçar os trabalhadores de demissões. De acordo com a direção do sindicato, o seminário interno teria inicialmente o objetivo de discutir as novas diretrizes curriculares nacionais da educação infantil e sua materialização na organização do trabalho pedagógico, mas o prefeito se utilizou da ocasião para ameaçar os trabalhadores.


Em seu discurso, Jabes Ribeiro teria afirmado que iria demitir centenas de trabalhadores. De acordo com a APPI, as ameaças feitas pelo prefeito se configuram como prova concreta de assédio moral contra os trabalhadores e já estão sendo tomadas as medidas jurídicas cabíveis para que ele responda por mais esse crime. A APPI reafirma que as reivindicações feitas pelos trabalhadores são justas e legais, tanto que a juíza titular da 1ª Vara do Trabalho de Ilhéus, Alice Catarina Pires, julgou procedente a ação movida pela APP/APLB-Sindicato e determinou ao município o pagamento do piso nacional do magistério e também o reajuste anual dos demais trabalhadores em educação.