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sexta-feira, 30 de maio de 2014

Educação em Ilhéus terá nova paralisação no dia 06 de junho

Os trabalhadores em educação da rede municipal de Ilhéus realizaram na manhã de quarta-feira (28) uma assembleia na Câmara de Vereadores para discutir, dentre outros assuntos, a Campanha Salarial 2014 e a decisão do prefeito Jabes Ribeiro de cortar o ponto dos servidores que participaram das paralisações. A categoria decidiu realizar uma nova paralisação no próximo dia 06 de junho, com caminhada pelas ruas de Ilhéus, em sinal de protesto contra a falta de diálogo do governo, que insiste em não conceder o piso salarial anual para os professores, como manda a legislação, e o reajuste anual dos demais trabalhadores em educação.

Também ficou decidido em assembleia que os trabalhadores continuarão participando das caminhadas nos bairros organizada pela comissão de pais de alunos em apoio aos profissionais de educação. A próxima caminhada realizada pelos pais será no próximo dia 10 de junho, às 14h30min, no Banco da Vitória, com uma concentração em frente ao Colégio Herval Soledade. Já foram realizadas caminhadas no centro da cidade, no bairro Teotônio Vilela e no distrito de Lagoa Encantada.

Com relação ao desconto nos salários dos dias em que os trabalhadores em educação participaram de assembleia, a APPI/APLB-Sindicato já está entrando com um mandado de segurança solicitando que a justiça determine a ilegalidade do ato praticado pelo prefeito e reembolse aos servidores os valores descontados. Também ficou mantida pelos trabalhadores a decisão tomada em assembleias anteriores de só trabalhar nos dias de sábado se o governo municipal efetuar o pagamento de horas extras, já que com o calendário apresentado pela Secretaria de Educação, haverão apensa 30 dias de férias.

Os trabalhadores em educação decidiram que cumprirão o que determina a legislação que garante o tempo de quatro horas semanais para a realização de planejamento e que esse trabalho será feito sempre às quintas-feiras. Como os alunos não poderão ser dispensados, caberá então ao governo municipal encontrar alternativas para não prejudicar os estudantes.