APLB

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Paralisação: Trabalhadores em educação decidem não iniciar o ano letivo em Ilhéus

O ano letivo de 2014 não será iniciado na próxima segunda-feira, dia 14, nas escolas da rede municipal de Ilhéus. Em assembleia dos trabalhadores em educação da rede municipal, realizada na manhã desta quarta-feira, na Câmara de Vereadores, a categoria decidiu fazer uma paralisação de advertência nos dias 14, 15 e 16 de abril, em sinal de protesto pelo fato do governo municipal não ter assinado o acordo de campanha salarial 2014 que prevê, dentre outros pontos, o pagamento do piso nacional dos professores e o reajuste salarial dos demais trabalhadores.

A categoria também decidiu que não participará das atividades de planejamento e nem da jornada pedagógica. Outra decisão dos trabalhadores foi a da realização de uma nova assembléia na próxima quarta-feira(16), às 14 horas, para avaliar o movimento, observar as propostas que poderão ser feitas pelo governo municipal e decidir se entrarão ou não em greve por tempo indeterminado. Os trabalhadores entendem que a greve traz prejuízos para todos, mas nesse momento de luta, onde o governo municipal insiste em não respeitar as leis e se recusa a garantir o reajuste legal dos servidores, não há outra alternativa a não ser realizar a paralisação de advertência em sinal de protesto.

A presidente da APPI/APLB-Sindicato, Delegacia Sindical Costa do Cacau, Enilda Mendonça, informou que a data base da categoria é janeiro de 2014 e pauta da campanha salarial, aprovada por unanimidade pelos trabalhadores em educação, foi protocolada na Prefeitura de Ilhéus em dezembro do ano passado, mas até o momento o governo municipal não assinou o acordo. Enilda Mendonça informou que os trabalhadores estão tentando de todas as formas negociar com o governo municipal para que a lei seja cumprida e seja assim garantido o reajuste dos servidores e o pagamento do piso nacional dos professores.

O mais grave, segundo Enilda Mendonça, e que a proposta apresentada de maneira informal pelo governo municipal, é a mesma do ao passado, de reduzir a carga horária e consequentemente os salários dos trabalhadores. Na assembleia da categoria, os trabalhadores consideraram a proposta do governo como imoral, desrespeitosa e perversa. Ainda na assembléia foram discutidos, além da Campanha Salarial 2014, outros importantes assuntos de interesse da categoria, como a ação que garantiu o pagamento do piso nacional dos professores, pagamento de algumas ações de 42%, a ação de revisão salarial dos servidores e o pagamento do salário do mês de dezembro de 2012.