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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Trabalhadores em educação de Ilhéus realizarão nova paralisação no dia 09

Os trabalhadores em educação da rede municipal de Ilhéus estarão realizando uma nova paralisação de advertência na próxima terça-feira, dia 09, em sinal de protesto contra a decisão do prefeito Jabes Ribeiro que se recusa a discutir a campanha salarial 2014 e insiste em não conceder o piso salarial anual para os professores, como manda a legislação, e o reajuste anual dos demais servidores. A decisão foi tomada em assembleia da categoria realizada na manhã desta terça-feira, na Câmara Municipal de Ilhéus.

Os trabalhadores decidiram ainda que participarão do Grito dos Excluídos, no próximo dia 07 de setembro, durante o desfile cívico na avenida Soares Lopes, promovido pela Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), onde farão o protesto sobre a forma como vem sendo tratada a educação pública no município de Ilhéus. A categoria também participará, no dia 09 de setembro, de uma audiência pública na Câmara de Veadores, às 16 horas, para discutir sobre a situação da educação no município, em especial a precariedade das unidades escolares, a falta de alimentação e transporte escolar, além da evasão, que atinge índices preocupantes.

A audiência publica foi aprovada pelos vereadores após a participação da presidente da APPI/APLB-Sindicato, Delegacia Sindical Costa do Cacau, Enilda Mendonça, em uma sessão na Câmara Municipal, onde fez um relato da situação da educação no município, destacando em o problema da evasão escolar que tem aumentado a cada ano. O encontro vai contra com a participação dos secretários municipais de Educação, Marlúcia Rocha, e de Assistência Social, Jamil Ocké, da APPI/APLB-Sindicato e dos conselhos municipais do Fundeb, de Educação e de Alimentação Escolar.

De acordo com Enilda Mendonça, os números registrados no site do Ministério da Educação revelam que as escolas da rede municipal de Ilhéus vêm perdendo a cada ano alunos para outras unidades e até outras cidades por conta de problemas que vão desde a precariedade das unidades escolares, a falta de merenda escolar, de transporte, além da falta de compromisso do governo municipal com a educação. “Isso acaba gerando prejuízos para a educação em Ilhéus”, alertou a presidente da APPI.

Enilda Mendonça citou como exemplo que no ano 2000 existiam 26.462 estudantes matriculados e que no ano passado o número de matrículas caiu para 21.414. Os dados são ainda mais preocupantes se forem levados em consideração o número de matrícula dos últimos quatro anos.nas escolas da rede municipal em Ilhéus. De acordo com Enilda Mendonça, no período de 2010 a 2013 a evasão escolar foi 258 por cento maior que a década inteira de 2000 a 2010. A quantidade de alunos matriculados em 2014 não foi divulgada ainda, mas a presidente da APPI disse não ter dúvidas de que a evasão continua crescendo.