APLB

terça-feira, 15 de julho de 2008

Eleições da APLB-Estadual foram canceladas pela Justiça

A tarde-online:
Eleições da APLB vão parar na Justiça
Agendada para os dias 28 e 29 desse mês, as eleições para a nova diretoria do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB) foram canceladas. Através de um parecer publicado nesta terça-feira, 15, a juíza do Trabalho Cecília Pontes Barreto determinou um prazo de dez dias para que seja organizada nova comissão eleitoral e escolhida nova data para o pleito. As chapas concorrentes terão de se reajustar para o novo processo eleitoral.
Entenda o caso:
Eleições da APLB vão parar na Justiça
Luciano da Matta/ Agência A TARDE
Hércules Azevedo representa a chapa 2
Eder Luis Santana, do A TARDE On Line
>> Diretor da APLB acredita que ação judicial é proposital
Acusações e disputa judicial. Esse é o cenário da eleição que definirá a nova diretoria do maior sindicato da Bahia, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB). Duas chapas de oposição sonhavam em assumir a gestão da entidade, mas tiveram suas candidaturas cassadas. Agora, apenas a equipe da atual administração (a chapa 1), segue na disputa do pleito agendado para os dias 28 e 29 deste mês.
A oposição ingressou com ação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) para cancelar as eleições. De acordo com Hércules Azevedo, representante da chapa 2, a diretoria da APLB criou uma comissão para gerenciar as eleições, mas os três membros dessa Comissão Eleitoral tinham a intenção de rejeitar as candidaturas para deixar a chapa 1 como única concorrente.
“A APLB é comandada pelo mesmo grupo há 20 anos. São pessoas que querem se perpetuar no poder, mas não representam os desejos da categoria“, comenta Azevedo.
O processo está nas mãos da juíza do trabalho Cecília Pontes Barreto. Por meio da assessoria do TRT, a magistrada disse que não irá comentar o caso até ter um parecer definido.
Sindicato – Com 65 mil afiliados, a APLB aparece como um dos sindicatos mais cobiçados no meio político e sindical. É responsável por uma categoria – os professores – que participa de intensas lutas por melhorias trabalhistas. No ano passado, por exemplo, os docentes promoveram a maior greve da educação na Bahia, com a paralisação de 57 dias.
Além disso, a entidade tem de administrar a receita mensal de R$ 230 mil. A verba é conseguida com a arrecadação de 1% do salário dos afiliados que autorizam o desconto em folha.
A oposição promete também ingressar com ações na Justiça depois da APLB ter postado em seu site oficial diversas matérias sobre as supostas fraudes. No site, a chapa 2 aparece sob suspeita de fraude após um de seus integrantes se inscrever nas eleições utilizando o contra-cheque de uma colega. E o acusado ainda teria assinado o documento.
Já a chapa 3 aparece como suspeita depois de ter inscrito em sua equipe uma candidata que não era afiliada do sindicato. De acordo com Dalva Leite, membro da Comissão Eleitoral, é pré-requisito básico que todos os membros das chapas sejam afiliados da APLB por, no mínimo, um ano.
Os representantes das chapas sob suspeita afirmam que não houve intenção de fraudar o processo eleitoral. Hércules Azevedo, da chapa 2, e Anderson Silva, da chapa 3, admitem ter havido equívocos na entrega da documentação das chapas e alegam que a Comissão Eleitoral não deu tempo para se ajustarem as obrigações previstas no estatuto da APLB
Dalva Leite, da Comissão Eleitoral, nega que tenha havido a intenção de prejudicar as demais chapas e explica que todas as concorrentes tiveram pendências com documentos. “E todas foram notificadas em junho para regularizar a situação“, pontua.
Sobre as acusações de que a Comissão Eleitoral beneficiava a atual direção do sindicato, Dalva afirma que os três membros são pessoas que entendem da área sindical.
Além dela, que é vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e diretora do Sindicato dos Comerciários de Salvador, fazem parte da equipe Roberto José de Santana, do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Bebidas da Bahia, e Paulo Roberto Colombiano, trabalhador rodoviário que faz parte da oposição ao atual grupo do Sindicato dos Rodoviários.