APLB

quarta-feira, 25 de julho de 2007

PREFEITO DE ILHÉUS QUEBRA ACORDO DE CAMPANHA

ASSINATURAS DE SECRETÁRIOS DE ILHÉUS
NADA VALEM,


É o que parece entender o Prefeito de Ilhéus, Sr. Valderico Reis, que após ter autorizado os Secretários de Educação, Finanças e Administração, respectivamente Almir Gonçalves, Luciano Gomes Barros e Jerbson Moraes a negociarem a pauta da Campanha Salarial e firmar acordo, recusa-se a assinar deixando transparecer que os citados Secretários não tinham autoridade para assinar nada, e que suas assinaturas não têm valor.
A Diretoria da APPI-APLB/Sindicato está convocando toda a categoria para uma assembléia geral para amanhã (26/jul), quinta-feira, a partir das 14:00h no auditório da CEPLAC.
Vejam abaixo cópia do Acordo assinado pelos Secretários.






ESTADO - ASSEMBLÉIA ILHÉUS DIA 26 - 16H no CEI

ASSEMBLÉIA GERAL DA REDE ESTADUAL EM ILHÉUS
AMANHÃ, DIA 26, ÀS 16H NO COLÉGIO ESTADUAL DE ILHÉUS

PAUTA: INFORMES DAS NEGOCIAÇÕES EM SALVADOR

REJEITADO PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA SEC/ILHÉUS

CONSELHO MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO REJEITOU
O PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO DA SEC/ILHÉUS

A APPI participou de mais uma do Conselho Municipal de Educação-CME, ocorrida no dia 17 de julho, onde juntamente com ampla maioria dos conselheiros, rejeitou o Projeto Político Pedagógico apresentado pela Secretaria Municipal de Educação.

Para a Diretora da APPI, Selma Estrela, que faz parte do CME, entre os motivos que levaram à rejeição, apresentados no Parecer da Conselheira responsável por estudar e avaliar o projeto proposto pela SEC, destacam-se os seguintes itens:
* Falta de clareza sobre a Política Pública de Educação do Município;
* Falta de diagnóstico completo sobre a Educação do Campo e da Educação Infantil;
*A justificativa não apresenta nenhuma informação sobre o Projeto Speak English;
* Faltam dados estatísticos dos últimos 3 anos;
* Não há matriz curricular em nenhuma modalidade de ensino.

Na reunião ainda ficou acertado a realização de uma capacitação para os conselheiros sobre Legislaçao e Financiamento, nos dias 02 e 09 de agosto no auditório da FNS(antigo SESP), das 8:00h às 17:00h.

DEU NO JORNAL AGORA: Uma história sobre educação e censura

A trapalhada do Secretário de Educação de Ilhéus de censurar o Jornal dos alunos da Escola Municipal do Salobrinho continua rendendo. Vejam a matéria do Jornal Agora que circulou no último final de semana (21 a 23 de julho de 2007).
Uma história sobre educação e censura

Com apoio do Sindicato dos professores, o jornal foi reimpresso, sem o nome da Secretaria de Educação de Ilhéus

Em épocas de discussão sobre a possibilidade de retorno da censura, tendo em vista a tentativa do Governo Federal em avaliar previamente o conteúdo de toda a programação transmitida pelas redes de televisão no Brasil, a Prefeitura Municipal de Ilhéus reforça as fileiras dos maus exemplos, mesmo que a repressão tenha sido à versão impressa da liberdade de expressão. Mas vamos aos fatos:
Após vivenciar as diversas etapas da construção de um jornal impresso, ver somadas discussões sobre comunicação jornalística e a informação comercial, liberdades e necessidade de lucro, os estudantes da Escola Municipal do Salobrinho preparavam-se para o lançamento de um produto laboratório intitulado Jornal Interativo, com 12 páginas e formato ofício, seria esta a segunda edição...seria, pois não foi.
Chegado o dia 21 de junho, às 13he30min, o secretário municipal da Educação de Ilhéus, Almir Gonçalves Pereira, acompanhando de sua trupe, chegou à unidade escolar e, além de decretar a impossibilidade de circulação do Jornal, confiscou aproximadamente dois mil exemplares da edição. A truculência da ação chocou a população do bairro, margeado pela BA-415, e sede da Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc).
Não atendendo aos protestos dos professores, de alguns alunos e mesmo da coordenação pedagógica, que até então compunha sua própria equipe de trabalho naquela unidade escolar, o secretário da Educação deu ordens para que fossem recolhidos os exemplares, ao tempo em que utilizava um computador da própria escola para digitar, improvisadamente, o comunicado que informava a suspensão “temporária” da edição. Entre as justificativas, a não supervisão pedagógica do projeto por um membro da equipe administrativa da própria Secretaria. Com as incoerências e inconsistências expressas nas próprias ações e reações, resta a reflexão sobre o papel da educação e dos gestores municipais da educação, se é que a Prefeitura de Ilhéus comunga com a opinião sobre a esta mesma educação ser a única saída viável para um novo panorama nacional.
Mais que profissionais com currículos quantitativamente montados, é necessário gente. Gestores que entendam a pedagogia participativa, o marco referencial introduzido pela pedagogia de projetos, mas também o olhar transversal que rompe paredes e salas de professores e diretores, da mesma forma que transpõe muros e grades escolares em busca da comunidade externa. É necessário delegar poderes a quem tem poder de raciocínio e de sensibilidade, sem medidas diferenciadas, muitos menos forças sobrepostos. A presença ou o déficit de razão, executada muitas vezes pelo simples bom senso, e da sensibilidade crítica, nunca motivada pelo senso comum, são elementos responsáveis pela composição do caráter do homem e da mulher, mas também do gestor, do pesquisador e até mesmo daquele que censura. É preciso lembrar que a própria caneta que assina a liberdade, sentencia a morte, quando muito de sonhos e esperanças.
O fato no Salobrinho foi resolvido à revelia. Mesmo com a informação que a Secretaria Municipal, através de uma equipe especializada, iria reeditar o Jornal, que ironicamente chama-se Interativo, um grupo de professores uniu-se ao Sindicato dos Professores da cidade e custearam a reimpressão do exemplar. A nova versão chegou às ruas com o peso histórico de torna-se um alerta pela luta contra o retrocesso.

NOTA PÚBLICA DA CÂMARA DE ILHÉUS





REDE ESTADUAL - CARTA À ILHÉUS

CARTA À ILHÉUS

A Educação é um instrumento de promoção da pessoa humana, de transformação da realidade e de mudanças sociais. Por isso, é uma tarefa de todos os profissionais da educação, pais, alunos, em fim, de toda a sociedade defendê-la. Professores da Rede Estadual, entramos em greve por entendermos que este direito foi flagrantemente desrespeitado pelo governo estadual quando diferenciou os professores oferecendo 17,28% a um grupo e 4,5% a outro parcelados, quando age com estrema lentidão no sentido de equipar as escolas com pessoal(funcionários e professores) problema crônico deixado pelos anos do “carlismo”, mas enfrentado com timidez agora.

Portanto os nossos 56 dias de greve e trinta e dois dias letivos foram por conta de:

LUTAR por salário digno porque, além de nos manter, precisamos de condições para estudar, comprar livros, revistas, fazer cursos em fim, nos especializarmos;

LUTAR por condições dignas de trabalho porque nas escolas está faltando, papel, material didático, material de limpeza, etc;

Terminamos a greve por entendermos que o governo sinalizou em discutir o nosso pleito, implementando a Mesa de Negociação Setorial da Educação da Bahia e acenando em procurar resolver os problemas de distorção da nossa carreira e de funcionamento das escolas.

Nesta carta queremos agradecer a solidariedade, apoio e compreensão dos pais, alunos e comunidade.


APPI PARTICIPA DA 2ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE MULHERES

APPI PARTICIPA DA 2ª CONFERÊNCIA ESTADUAL DE MULHERES

A APPI participou no mês de julho da 2ª Conferência Estadual de políticas Públicas para Mulheres. A representante da APPI foi a nossa Diretora, professora Ruth, eleita Delegada para participar da 2ª Conferência Nacional que acontecerá de 18 a 20 de agosto em Brasília.








Segue abaixo mais informações das resoluções da Conferência, retiradas do site "O VERMELHO".

Defesa da vida considerando o aborto uma questão de saúde pública e a necessidade de sua descriminalização foi uma das decisões tomadas, no dia 5/7, pelas participantes da plenária final da etapa da Bahia, preparatória da 2ª Conferência Nacional de Políticas para Mulheres convocada pelo Governo Federal. No evento, foram eleitas as 143 integrantes da delegação baiana para a plenária nacional que ocorre em Brasília no mês de agosto

Em sua maioria do interior do estado, cerca de 900 mulheres, representando 260 municípios, discutiram durante três dias as políticas públicas para as brasileiras, participando de painéis e de sete grupos temáticos. Após análise das bases do Plano Nacional de Políticas para Mulheres (PNPM) do governo federal, foram propostas medidas complementares e de controle da aplicação do PNPM.

A aprovação da descriminalização do aborto, ainda que não seja a legalização defendida por várias correntes do movimento feminista, representa um avanço em políticas públicas. Significa que o governo deve assegurar que as mulheres não tenham que se expor a perigosos abortos clandestinos e à gravidez imposta. Por outro lado, a penalização do aborto ameaça uma série de direitos humanos, como os direitos à igualdade, à não discriminação, à vida, à saúde e à integridade física.

Outras decisões da Conferência da Bahia serão encaminhadas à plenária nacional da 2ª CNPM, a exemplo da implementação da Lei Maria da Penha envolvendo iniciativas a serem implementadas pelos governos estaduais para punir à violência sobre a mulher; políticas a serem desenvolvidas visando garantir a igualdade entre mulheres e homens no mercado de trabalho; política de valorização do salário mínimo; Reforma Política democrática com participação das mulheres; e políticas públicas visando maior inserção das mulheres nas instâncias de poder. Temas como direitos sexuais e reprodutivos, orientação sexual, além do recorte geracional abordando as políticas para mulheres idosas e mulheres jovens também foram debatidos.