APLB

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

Ação dos sindicatos em Ilhéus ganha apoio do deputado federal Jorge Solla


O movimento dos sindicatos Sinsepi, APPI\APLB, Sindguardas e Sindiacs\ACE, em defesa e pela reintegração dos servidores municipais demitidos em massa pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, ganha o apoio do deputado federal Jorge Solla. Durante reunião mantida, em Salvador, com o dirigente sindical Rafael Santos, secretário geral do Sinsepi, o parlamentar considerou a atitude do prefeito absurda e hipotecou total solidariedade aos servidores injustamente vitimados pelo decreto do prefeito.

Na oportunidade, o deputado Jorge Solla prometeu fazer gestões políticas diante do problema e colocou sua assessoria jurídica à disposição dos servidores, coordenada pelo dr. Neomar Filho, no sentido de discutir com os sindicatos estratégicas junto ao Tribunal de Justiça (TJ-BA) para reverter a situação dos servidores. Segundo Solla, ao ler a sentença também se preocupou com os Agentes Comunitários de Saúde e de Endemias (ACS\ACE) e disse que toda documentação necessária encontra-se na Secretaria de Saúde do Estado (Sesab). “Estou solidário aos servidores e o nosso mandato está â disposição dessa luta”, afirmou.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

Dos servidores demitidos pelo prefeito de Ilhéus, 47% serviam à Educação


 

A demissão de centenas de servidores municipais de Ilhéus, com mais de 34 anos de serviço público, feita por decreto pelo prefeito Mário Alexandre (Marão), não apenas relegou os trabalhadores à miséria, mas prejudicou seriamente a área da Educação. Do total de servidores demitidos - admitidos entre 1983 e 1988 -, 47 por cento são servidores que dedicaram a vida à Educação na cidade e no interior do município, sendo 100 professores e 25 profissionais da área.

Embora tenha escolhido demitir trabalhadores com contratos legítimos de trabalho, o prefeito Marão manteve centenas de contratos temporários na secretaria de Educação, o que revela o descaso em relação aos servidores demitidos. Nesse sentido, o presidente da APPI\APLB, Osman Nogueira, disse que acredita que o ano letivo na Rede Municipal de Ensino não será iniciado no total das escolas, como deveria ocorrer.

Na tentativa de preencher essa lacuna, o governo municipal realiza, às pressas, uma seleção para novos contratos temporários para o setor de Educação, quando poderia ter convocado os aprovados no último concurso público realizado em 2016. “Vale dizer, que as pessoas a serem contratadas na seleção serão utilizadas na reserva de carga horária. Vai ter dificuldade no ano letivo e nós estamos muito atentos a tudo isso que está acontecendo”, alertou o presidente do sindicato.

Na opinião de Osman Nogueira, a decisão do prefeito de demitir os professores e os demais servidores foi uma atitude de perseguição. “Claro que foi perseguição, principalmente porque grande parte dos professores fez adesão ao PDV (Programa de Desligamento Voluntário), proposto pelo próprio prefeito. Então, isso é perseguição aos trabalhadores e suas famílias. E precisamos rever na Justiça todas essas atitudes do prefeito Mário Alexandre, com essas demissões injustas e desnecessárias”, enfatizou o presidente da APPI\APLB.

Nogueira vê diversas contradições na gestão do prefeito Marão. Ele questiona, por exemplo, como e porque o prefeito demite trabalhadores que entraram legalmente no serviço público e decide fazer contratações temporárias, sendo que os 336 contratos de seleção que atualmente existem na secretaria de Educação, ele ainda não demitiu. “Estamos, inclusive, fazendo essa indagação ao secretário de Administração, Bento Lima”, adianta.

“Demite 100 professores contratados de forma legal, com 33 anos de serviço, e cria uma reserva temporária. Estamos muito preocupados com isso, o que já demonstra um desgoverno. Com essas contradições, o prefeito demonstra despreparo perante a gestão. Um governo que realmente resvala para o colapso. E o pior, o prefeito faltou com a verdade com os sindicalistas”, acrescenta o representante dos professores.


terça-feira, 29 de janeiro de 2019

OAB apoia servidores demitidos em Ilhéus e entra na campanha de doação de alimentos




A diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB\Sub-seção de Ilhéus, atualmente presidida pelo advogado Martoni Maciel, manifestou apoio aos antigos servidores municipais demitidos por decreto pelo prefeito Mário Alexandre Sousa, no início deste mês. A entidade vai reforçar a campanha pela arrecadação de alimentos para suprir a necessidade dos servidores mais vulneráveis atingidos pela demissão.

Além de promover ação social em prol dos servidores demitidos, a OAB de Ilhéus também promove campanha de arrecadação de roupas e outros suprimentos, a exemplo de água mineral, em auxílio às vítimas da tragédia ocorrida em Brumadinho, Minas Gerais, na última sexta-feira, com o rompimento de uma barragem de rejeito de minério da Vale.


“A OAB é um espaço democrático e a Casa da Cidadania! Independentemente do mantido auxílio prestado às vítimas da tragédia em Brumadinho, é justa e merecida a solidariedade à situação dos servidores públicos ilheenses, trabalhadores que precisam de apoio material para sustento próprio e familiar. A OAB/BA - Subseção Ilhéus - manifesta atenção ao funcionalismo público do Município atingido pela extinção de vínculo em massa”, diz a nota divulgada pela entidade.

A Subseção da OAB/BA de Ilhéus receberá os donativos e doações em prol dos servidores recém-despedidos, especialmente alimentos não perecíveis e itens de higiene pessoal que compõem a cesta básica, na sede institucional, localizada na Rua Quatorze de Agosto, nº 80, no Bairro Boa Vista, próximo ao Estádio Municipal Mário Pessoa. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone da OAB: (73) 3231-5805. “A OAB cumpre seu papel social”, afirma o presidente Martoni Maciel.

Campanha - Os sindicatos Sinsepi, APPI\APLB, Sindguarda, Sindiacs\ACE, realizaram nesta terça-feira, 29 de janeiro, mais uma ação da campanha de arrecadação solidária de alimentos que serão doados aos servidores demitidos mais vulneráveis. Desta vez, a ação aconteceu em um trecho do Bairro da Conquista, cujos moradores foram solidários à luta dos trabalhadores demitidos injustamente e doaram dezenas de quilos de alimentos durante a caminhada.
                                          

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Servidores demitidos em Ilhéus iniciam campanha de arrecadação de alimentos

 
Os servidores municipais de Ilhéus demitidos injustamente pelo prefeito Mário Alexandre iniciaram, nesta segunda-feira (28), uma campanha de arrecadação solidária de alimentos que serão doados aos trabalhadores mais vulneráveis atingidos pelo decreto. Uma comissão dos servidores demitidos percorreu as ruas do Bairro do Malhado. Durante a caminhada, a população prestou solidariedade aos trabalhadores e doou dezenas de quilos de alimentos.

A campanha é coordenada pelos sindicatos que representam as categorias dos servidores municipais, a exemplo do Sinsepi, APPI\APLB, Sindguarda e Sindiacs\ACE. Desde o último dia 8, os servidores demitidos, sem qualquer garantia de direitos, realizam manifestações de protesto contra o prefeito Marão em diversos pontos da cidade para denunciarem a atitude do chefe do Executivo ilheense. 
A professora Enilda Mendonça, uma das coordenadoras do movimento, afirma que a realidade da grande maioria desses trabalhadores é de abandono. “Eles foram demitidos pelo prefeito, na calada da noite, após 35 anos de serviço, sem direito a rescisão, a parcelas trabalhistas, sem direito ao saque de FGTS, e estão totalmente abandonados pelo município, por quem lutaram todos esses anos”, afirma.

O servidor demitido Luiz Cláudio Machado, ex-presidente do Sinsepi, salienta que essa luta não vai parar enquanto os trabalhadores não forem reintegrados aos seus empregos. O sindicalista explica que a iniciativa de pedir alimentos à população é para proteger os mais vulneráveis, que representam a grande maioria dos servidores demitidos.

A campanha de arrecadação de alimentos recebe doações na sede da APPI\APLB, localizada na Praça do Tamarineiro, no Malhado, e na sede do Sinsepi, na Rua Carneiro da Rocha, próximo à Feirinha do Guanabara, no Centro da cidade. Outras informações sobre a campanha podem ser obtidas pelo telefone 73 3231-5931.
                                 

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Periodo de matrícula 2019 da Rede Estadual confirma preocupação pontuada pela APPI/APLB desde novembro do ano passado

A Secretaria de Educação do Estado da Bahia fechou matrícula para o sexto ano (antiga 5ª série) de diversas escolas da rede, em Ilhéus. Com o discurso de que a responsabilidade de ofertar o Ensino Fundamental é do município, o estado fechou centenas de vagas na Rede Estadual de Ensino.

No final do mês de novembro do ano passado, a APPI/APLB provocou a realização de uma Sessão Especial na Câmara de Vereadores de Ilhéus, com o objetivo de debater o fechamento de matrículas nas escolas da Rede Estadual e ficou deliberada a necessidade de enviar para o Governo do Estado um manifesto exigindo que a SEC não oficializasse esta decisão sem que antes debater caso-a-caso com a comunidade escolar. “É preciso que a comunidade escolar se mobilize para cobrar das autoridades responsáveis o não fechamento dessas matrículas”, afirmou o Prof. Osman Nogueira, presidente da APPIAPLB.
 

O fechamento da Escola Estadual do Basílio - única escola do bairro e acima de 400 estudantes - é a prova da irresponsabilidade do estado com a Educação Pública no Município de Ilhéus.



Sindicatos lançam campanha de arrecadação de alimentos para servidores demitidos em Ilhéus



Os sindicatos (Sinsepi, APPI\APLB, Sindguarda, Sindiacs\ACE) que coordenam a campanha contra a demissão de centenas de antigos servidores municipais de Ilhéus, decretada pelo prefeito Mário Alexandre, lançaram uma campanha de arrecadação solidária de alimentos que serão doados aos trabalhadores mais vulneráveis. Desde o dia 8 de janeiro, esses trabalhadores realizam manifestações de protesto contra a atitude do prefeito, que havia prometido publicamente a adotar todas as medidas judiciais cabíveis a fim de evitar as demissões.

Segundo declarou a professora Enilda Mendonça - uma das líderes do movimento -, infelizmente, a realidade desses trabalhadores é de abandono, “porque foram demitidos sem direito a rescisão, a parcelas trabalhistas, sem direito ao saque de FGTS e essas pessoas vão chegar agora ao final do mês sem dinheiro sequer para comprar comida. Então, na realidade, a sensação é de abandono por parte do município.”

Sobre a campanha, Enilda disse que “o nosso objetivo ao pedir alimentos à população é de proteger os mais vulneráveis. Nós temos algumas pessoas que vão passar dificuldades, mas não vão passar fome; mas tem uma turma boa que não vai ter dinheiro para comprar comida. Então, nós estamos fazendo a campanha de arrecadação de alimentos para que possamos proteger esses trabalhadores mais vulneráveis nesse momento crítico da vida deles”, acrescentou.

A campanha de arrecadação solidária de alimentos conta com dois postos fixos para recebimento dos donativos, um na sede da APPI\APLB, que fica no Malhado, na Praça do Tamarineiro, e outro na sede do Sinsepi, na Rua Carneiro da Rocha, próximo à Feirinha do Guanabara, no Centro. “E para além desses postos fixos, vamos estar na rua, de porta em porta, pedindo alimentos”, salientou a professora.

Pode ser doado qualquer tipo de alimento, tanto dos perecíveis como não perecíveis. “A pessoa pode contribuir com o que tiver em casa, com o que puder contribuir, tudo será bem vindo. E estamos montando uma equipe dos próprios trabalhadores que vão fazer a formação das cestas básicas e, posteriormente,  a entregá-las aos trabalhadores mais vulneráveis”, explicou Enilda Mendonça.

Quem quiser contribuir pode ligar para o telefone 32315931, da APPI, a fim de obter maiores informações.

Ex-servidores protestam contra demissões no Parque Infantil e Barra

Hoje pela manhã, os servidores demitidos fizeram caminhada no Parque Infantil, sentido Barra, onde também promoveram a distribuição de panfletos, explicando à população a injustiça cometida pelo prefeito Mário Alexandre. Nas ruas, a população demonstra solidariedade e apoio à causa e concorda com as críticas ao governo.
 
“Nós temos um grupo bastante efetivo nas nossas manifestações e caminhadas e a gente tem visto que dentre esses trabalhadores, quem tem menos tempo de serviço tem 30 anos, portanto quem tem a menor idade está acima de 50 anos, 60 anos. Essas pessoas estão na expectativa de que a permanência delas nas ruas vai amolecer o coração do prefeito e a revogação do decreto”, destaca a professora Enilda Mendonça.







quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Em mais um protesto, servidores demitidos em Ilhéus pedem revogação do Decreto

Em mais uma manifestação de protesto realizada na zona central da cidade de Ilhéus, os servidores municipais demitidos sumariamente pelo prefeito Mário Alexandre, o Marão, pediram a revogação do Decreto nº 128/2018, publicado na madrugada do dia 8 de janeiro, até que a sentença haja transitado em julgado. Na manhã desta quarta-feira, dia 23, os servidores perseguidos pelo prefeito percorreram a Avenida Princesa Isabel, fizeram panfletagem e receberam o apoio da população.

O movimento é coordenado pelos sindicatos que representam as categorias do serviço público municipal, como o Sinsepi, APPI/APLB, Sindguarda e Sindiacs/ACE. “O prefeito demitiu servidores com 35 anos de serviço, no limiar da aposentadoria, e traiu as organizações sindicais com as quais ele firmou compromisso de adotar todos os recursos judiciais cabíveis para evitar as demissões”, explica o professor Osman Nogueira, presidente da APPI.
 

A grande maioria dos servidores demitidos, pais e mães de família, assalariados, enfrentam dificuldades para sobreviver. É o caso, por exemplo, dos coveiros Jaime Mendes de Souza, com 34 anos no serviço público, e de José Domingos do Nascimento, admitido há 35 anos na função. Jaime, que tem 69 anos de idade, participa dos atos de protesto contra as demissões e marcha em vários bairros de Ilhéus.
 

Ele afirma que quando soube da demissão se sentiu uma pessoa inútil, que, após 34 de serviço, estava saindo sem aposentadoria, sem dinheiro, sem nada. “Como coveiro sempre fiz meu serviço com seriedade e prazer, mas não era reconhecido pelo Poder Público. No nosso trabalho, apesar de estarmos enterrando os entes queridos, até veneno a gente comprava com nosso dinheiro para acabar com o mato do cemitério”, desabafa.

Para Jaime, “agora a expectativa é retornar para o trabalho, afinal, sem dinheiro não se vive”. Ele se refere também ao PDV (Programa de Desligamento Voluntário), proposto pelo prefeito, aprovado na Câmara e transformado em lei, ao qual aderiu, que garante o vínculo de emprego aos que solicitam aposentadoria e aguardam a carta do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). “Como acreditei nesse programa, agora vejo que estava sendo enganado”, afirma o servidor.
  




terça-feira, 22 de janeiro de 2019

APPI - Ato na Avenida Princesa Isabel conscientizará comunidade sobre demissões


Amanhã, quarta-feira (23), a partir das 8h30, estaremos percorrendo a Avenida Princesa Isabel, com objetivo de dialogar com comerciantes e moradores daquela localidade sobre a injusta ação do prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, que demitiu diversos pais e mães de família após mais de 33 anos de serviços prestados a essa cidade, através do Decreto nº 128/2018. O ponto de concentração será na antiga garagem da Águia Branca (Carandiru).

Contra o decreto de demissão e pela garantia dos nossos empregos!
Venha você também fazer parte dessa luta, junte-se a nós!
#ServidoresMunicipais #Demissão #Ilhéus


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

APPI - Servidores demitidos fazem protesto em frente à casa do prefeito de Ilhéus

Após deliberação em assembleia extraordinária na sede do Sinsepi, os servidores demitidos pelo prefeito Mário Alexandre se dirigiram à Ba 001, rodovia Ilhéus-Olivença, próximo ao Cururupe. No local, eles fizeram um protesto com panfletagem na porta da residência do prefeito que fica naquela região, para denunciar as demissões injustas de servidores com mais de 30 anos de serviço público.








quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Servidores demitidos fazem panfletagem na Lavagem da Catedral em Ilhéus


Os servidores demitidos injusta e intempestivamente pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão, após mais de 33 anos de serviço público, através do Decreto nº 128/2018, realizaram uma panfletagem durante a Lavagem da Catedral de São Sebastião, manifestação popular tradicional na cidade, promovida pelo Sindicato dos Estivadores. Durante o ato, os servidores receberam apoio e solidariedade de populares presentes ao evento.
 
Os servidores se dizem indignados com a atitude do prefeito, a quem acusam de traição, já que ele recorreu ao Tribunal da sentença judicial proferida em primeira instância, prometeu utilizar todos os recursos judiciais cabíveis e, na madrugada do dia 8 de janeiro, publicou o decreto que afastou do serviço mais de 400 servidores, ignorando todos os seus direitos.

O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos de Ilhéus (Sinsepi), Joaques Silva (Sinsepi), disse que o movimento de resistência ao ato do prefeito, feito conforme parecer do Procurador Geral, Jefferson Domingues, vai continuar todos os dias, no âmbito sindical, político e jurídico. Também integram a coordenação do movimento contra as demissões do Decreto 128, representantes da Associação Profissional dos Professores de Ilhéus, do Sindguarda e do Sindiacs/ACE.
 
 

quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

Ato na lavagem das escadarias da catedral contra a demissão de servidores municipais


Os sindicatos representativos do funcionalismo público do município de Ilhéus organizam a participação conjunta dos servidores e servidoras municipais na lavagem das escadarias da Catedral de São Sebastião nessa quinta-feira (17). A concentração será a Praça do Teatro Municipal, a partir das 9h. Estaremos protestando contra a injustiça praticada pelo prefeito Mário Alexandre, que penalizou impiedosamente trabalhadores e trabalhadoras que ingressaram no Município antes de outubro de 1988, quando não havia obrigatoriedade de concurso público. 

Contra o decreto de demissão e pela garantia dos nossos empregos!
Venha você também fazer parte dessa luta, junte-se a nós!
#ServidoresMunicipais #Demissão #Ilheus #LavagemCatedral #SãoSebastião

Servidores demitidos pelo prefeito de Ilhéus fazem mais um protesto na zona sul

 
 Os servidores municipais de Ilhéus (com média de 34 anos de serviço público), que foram demitidos pelo prefeito de Ilhéus, Mário Alexandre, o Marão, foram às ruas novamente, na manhã de quarta-feira, 16 de janeiro, e fizeram mais uma manifestação de protesto na zona sul da cidade, contra o ato do Chefe do Executivo. Indignados com a medida, considerada um ato de traição do prefeito, eles percorreram as principais ruas do Bairro Nossa Senhora da Vitória.
 
 

Os servidores se consideram vítimas de um ato político, embora o prefeito afirme que foi obrigado a cumprir sentença judicial de primeira instância, proferida pelo juiz da Vara da Fazenda Pública local. “Mentira, ele havia se comprometido conosco a nos comunicar caso fosse editar o Decreto. Ao mesmo tempo, afirmou aos sindicatos e aos servidores ameaçados que esgotaria todos os recursos judiciais cabíveis para evitar as demissões. E ainda recorreu da decisão do juiz perante o Tribunal de Justiça, mas ao retornar elaborou o decreto para demissão e agiu na calada da noite”, reage o presidente da APPI\APLB, professor Osman Nogueira.

O ato de protesto no Bairro Nossa Senhora da Vitória contou com a participação do vereador Paulo Meio Quilo. Além de hipotecar total apoio aos servidores demitidos por Marão, o vereador reclamou contra o caos no serviço de limpeza pública no município. Revoltado com a situação, Paulo Meio Quilo estava inconsolável.
 
INJUSTIÇA – O operador de máquinas Antonio Vieira Santos, de 60 anos, há 35 trabalha com máquinas pesadas, abrindo ruas na sede e estradas no interior do município, foi demitido por decreto do prefeito, com uma mão na frente e outra atrás. Antonio está sempre presente às manifestações de protesto organizadas pelos sindicatos da categoria, participando do movimento como se saísse para trabalhar, na tentativa de driblar o sentimento de desolação.

Casado com dona Maria Antonia Santos, pai de quatro filhos, o operador de máquinas reside com a família na Rua da Valeta, no bairro Nelson Costa. Homem simples, mãos calejadas pelo trabalho pesado, se sente totalmente injustiçado pela atitude de Marão. “Ajudei muito ao município ao longo de todos esses anos, e fui muito besta porque até a minha promoção eu perdi. Me dediquei muito ao trabalho, na abertura de ruas, melhoramento de estradas e redes de esgoto. Hoje estou aqui, pedindo justiça”, afirma.

Para Antonio Vieira dos Santos, a medida do prefeito, em quem votou na última eleição municipal, foi péssima. “A gente pensou uma coisa e foi outra. Pensei que ele, como médico, era mais inteligente. Me decepcionei. Sem salário, a minha esperança é, com fé em Deus, voltar a trabalhar até me aposentar”, enfatiza.