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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

APPI promove oficina de formação de monitores do Projeto Vida Viva


Preocupada com o aumento do adoecimento no local de trabalho, a direção da APPI/APLB-Sindicato tem buscado criar espaço de discussão e reflexão sobre a tríade vida/saúde/trabalho, fortalecendo os dirigentes sindicais dos municípios de Ilhéus, Una, Itacaré, Canavieiras e Uruçuca para atuar com os trabalhadores da base, na busca de condições e locais de trabalho que não adoeçam. Como parte desse trabalho, a APPI realizou nos dias 8, 9 e 10 de novembro, no município de Una, a oficina de capacitação e formação de monitores do Projeto Vida Viva.



O curso foi ministrado pela coordenadora nacional da Rede Vidaviva no Brasil, Mara Lira, e teve como principal objetivo enfrentar o desafio de promover ações concretas nos locais de trabalho que modifiquem as condições de serviço e a vida dos trabalhadores em educação. Durante a capacitação foram realizadas palestras, dinâmicas em grupos, relatos sobre os problemas do adoecimento e as realidades em cada uma das cinco cidades sob a jurisdição da APPI/APLB-Sindicato.



A presidente da APPI/APLB-Sindicato, Enilda Mendonça, informou que cursos de formação dessa natureza são fundamentais para refletir sobre os problemas que levam ao adoecimento no local de trabalho e ainda orientar sobre de que forma os líderes sindicais devem atuar para minimizar os riscos, os abusos e garantir a vida, os direitos e a integridade física dos trabalhadores. Explica Enilda Mendonça que desde muitos anos milhões de trabalhadores comprometem sua saúde e sua vida para atender às demandas das empresas, que tem desenvolvido formas cada vez mais sofisticadas de aumentar sua produção, produtividade e lucro.



A Rede Vidaviva, da qual participam diversos sindicatos, está propondo uma nova abordagem da relação entre vida, saúde e trabalho. O projeto pretende provocar a reflexão dos trabalhadores sobre as conseqüências do trabalho para sua saúde e sua vida e sobre a ação sindical e a organização dos trabalhadores no local de trabalho, imprescindíveis à mudança do quadro atual de adoecimento a que está exposto quem trabalha. Por esse motivo, a Rede Vidaviva está produzindo uma série de recursos formativos e comunicativos que visam estimular cada vez mais a aproximação entre sindicatos e suas bases.

Servidores acompanharão audiência nesta terça na Justiça do Trabalho

Servidores públicos municipais de Ilhéus das mais diversas categorias estarão se concentrando na tarde desta terça-feira (12), às 14 horas, em frente à Justiça do Trabalho, no bairro do Malhado, para acompanhar a primeira audiência movida pelos sindicatos para garantir a reposição salarial e o piso nacional dos professores. Os trabalhadores estão solicitando o cumprimento da Constituição Federal e da Lei de Responsabilidade Fiscal que garantem a revisão salarial anual dos trabalhadores e o piso nacional dos professores, nas datas bases de suas categorias, um direito que foi negado pelo prefeito Jabes Ribeiro.

Depois de mais de 80 dias de greve, sem que o governo municipal apresentasse uma proposta concreta de reposição salarial, os trabalhadores decidiram protocolar, no último dia 07 de outubro, as ações na Justiça do Trabalho para reivindicar seus direitos. Os líderes sindicais informaram que nesses 80 dias de greve foram feitas todas as tentativas de acordo para sensibilizar o prefeito Jabes Ribeiro para a necessidade do cumprimento da lei que assegura o pagamento da revisão anual e o piso nacional. Como não houve acordo e para não prejudicar os cidadãos que necessitam dos serviços, os trabalhadores decidiram acabar com a greve e entrar com as ações na justiça.

Os trabalhadores reivindicam a reposição anual de 5,84% para todas as categorias, e 7,97% para os professores, como manda a Constituição Federal e a Lei de Responsabilidade Fiscal. Mas ao invés de conceder a revisão, o governo municipal apresentou a proposta de reduzir em 20% a jornada de trabalho e, consequentemente, os salários. Na avaliação dos trabalhadores, a proposta, além de imoral, ainda representou um desrespeito aos servidores. Os trabalhadores aguardam agora a decisão da justiça.