APLB

terça-feira, 21 de julho de 2015

Escola do Salobrinho funcionam em cinco casas improvisadas e inadequadas

           Em qualquer município é comum que a escola seja uma referência e que toda a comunidade saiba onde é o prédio escolar. Mas em Ilhéus é diferente, já que é muito comum as escolas funcionarem em espaços improvisados, alugados e sem as mínimas condições de ensino. Também já viraram rotinas as escolas municipais serem despejadas por falta de pagamento dos aluguéis.

            Em Ilhéus escolas funcionam em bares, porões de igrejas, corredores e até garagens. Um dos exemplos é no bairro do Salobrinho, onde a escola municipal funciona em cinco casas improvisadas, onde muitas vezes nem a própria comunidade sabe informar. O mais grave, no entanto, é quando se chega nas escolas improvisadas e se descobre o verdadeiro descaso com a educação.

            Nesse bairro tem escolas funcionando em garagens com infiltrações e paredes cobertas de mofo. Há ainda alunos amontoados nos corredores, espremidos nas paredes e nos acesos aos banheiros e cozinhas. Aliás, é no box banheiro onde ficam armazenados livros e materiais de limpeza.

            Mas os problemas não param por aí. Há ainda questões graves relacionados à higiene e  merenda escolar. Tudo isso sem contar no acesso, já que as ruas não são pavimentadas e não há nenhuma ação que promova a acessibilidade, como determina a lei.









Professores rejeitam proposta do Governo Municipal de aumentar a carga horária

Em assembleia realizada na tarde desta segunda-feira, no auditório do Centro Estadual de Educação Profissional (CEEP), os professores da rede municipal de Ilhéus rejeitaram a proposta apresentada pelo governo municipal de ampliar a carga horária dos docentes da Educação Infantil e Ensino Fundamental I.

No ofício encaminhado pelo governo municipal para a APPI/APLB-Sindicato, a secretária de Educação, Marlúcia Mendes da Rocha, propôs o acréscimo de meia hora dia de aula de 2ª a sexta-feira, o que, segundo ela, adicionará duas horas semanais no tempo letivo das turmas. Na prática significa dizer que o governo municipal está propondo que ao invés de iniciar às 7h30min e às 13h30min, as aulas teriam início às 7 e às 13 horas.

Além de rejeitar a proposta do Governo Municipal, os professores da Educação Infantil e do Ensino Fundamental I também criaram uma comissão para discutir uma contraproposta para ser apresentada à secretária de Educação. Na comissão estão também educadores das unidades escolares da zona rural para discutir a situação específica das escolas do campo. Uma nova assembleia para discutir a proposta elaborada pela comissão de professores está marcada para a próxima segunda-feira, dia 27.