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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Servidores reafirmam que greve só acaba com a assinatura do acordo

Em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (12), na Câmara de Vereadores, os trabalhadores de todas as categorias de servidores públicos municipais de Ilhéus decidiram continuar em greve por tempo indeterminado até que seja assinado o acordo de campanha salarial. Os trabalhadores também informaram que já realizaram todas as tentativas de negociações com o governo municipal, participando de todas as reuniões em que foram convocados e que agora só sentarão na mesa de discussões para consensuar o índice da folha de pagamento que, conforme dados apresentados pelos secretários municipais, é de 68%, isso já incluindo toda a tercerização, contratos, provisões e a revisão salarial de 5,84% para os servidores e o piso nacional de 7,97% para os professores.

De acordo com os líderes sindicais, os números foram obtidos através de dados oficiais publicados pelo próprio governo municipal, que informa uma receita média mensal de R$ 22,5 milhões e não de R$ 20,5 milhões, como anunciaram os representantes da Prefeitura. Agora, para que a greve geral dos servidores públicos municipais termine, segundo explicam os líderes sindicais, basta apenas que o prefeito aceite assinar o acordo de campanha salarial, concedendo a revisão salarial garantida pela Constituição Federal e pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Mais uma vez reafirmamos que servidores querem trabalhar. Acabar com a greve depende apenas do prefeito”, disseram.

Antecipando o prazo estipulado pela justiça, os representantes dos cinco sindicatos dos servidores públicos municipais também protocolaram na Secretaria de Administração a lista de trabalhadores que permanecem em seus postos de serviços durante esse período de greve e que  integrarão o efetivo de 50% dos funcionários da Saúde e da Educação e de 30% dos demais setores da administração. No caso da educação, por exemplo, o próprio governo municipal já admitia, através de materiais informativos distribuídos na imprensa regional e publicados em sua página oficial na internet, que quase 50% das escolas estavam funcionando normalmente.