APLB

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Mais duas professoras são agredidas em Ibicaraí

Mais um ato de violência contra os profissionais da educação foi registrado em Ibicaraí. Dessa vez as vítimas foram as professoras Evany e Joelma, agredidas por um servidor da público municipal durante uma audiência com o prefeito Lenildo Santana.

De acordo com informações de dirigentes da APLB/Sindicato, após algumas paralisações por conta do atraso de salário os professores se dirigiram até a prefeitura para reunião com o prefeito Lenildo Santana.

Os trabalhadores foram informados que o prefeito estava na Prefeitura e ao adentrarem ao espaço público um funcionário agrediu as duas professoras. Ele chegou até a tomar o celular de uma educadora que começou a filmar a ação praticada pelo agressor. As vítimas ficaram com vários hematomas e foram até a delegacia local registrar queixa.

A delegada de Ibicaraí encaminhou as vítimas para fazer exame corpo de delito. A audiência da professora Evany será no realizada nesta terça-feira, dia 11 de novembro, e da professora Joelma será no dia 20 desse mês.

Esses não foram os únicos casos de trabalhadores em educação agredidos em Ibicaraí. Também foi registrado o caso da professora Celestina, que foi espancada dentro da secretaria da escola Até agora nada aconteceu.

Para solicitar a apuração desses casos e evitar novas agressões, será realizada uma caminhada nesta terça-feira, às 9 horas saindo do Sindicato dos Professores até a porta da delegacia de ibicaraí. A APLB informa que esta causa é de todos e o que aconteceu com as professoras foi um ato de covardia. “Já são quatro professoras agredidas. Não podemos deixar que isso fique impune . A lei Maria da Penha terá que ser aplicada. É preciso pressionar as autoridades para que a justiça seja feita. Estas agressões foram atos de covardia e violência”, afirmaram os dirigentes da APLB.

Ilhéus vai sediar encontro Internacional sobre Precarização do Trabalho no Mundo


Ilhéus vai sediar, entre os dias 21 a 23 de novembro, o 8° Encontro Internacional da Rede Vida viva, contando co a participação de líderes sindicais do Brasil, Alemanha, Colômbia, Moçambique e Sri Lanka, países onde o programa está sendo desenvolvido. O evento, organizado pela API/APLB-Sindicato, Delegacia Sindical Costa do Cacau, será realizado no Praia do Sol Hotel, situado na rodovia Ilhéus/Olivença, e terá como tema principal a precarização do trabalho em nível mundial, com destaque para o adoecimento nos locais de trabalho.

De acordo com a presidente da APPI, Enilda Mendonça, o encontro internacional será um importante momento para promover trocas de experiências sobre a implementação do Vida Viva nos locais de trabalho. Cada país apresentará sua estratégia de implementação e os resultados alcançados. Para Enilda Mendonça, os sindicatos participantes terão uma oportunidade de estabelecer uma troca efetiva sobre mudanças no mundo do trabalho e sua atuação frente aos novos desafios que estão afetando a vida e a saúde dos trabalhadores.

A Rede Vida Viva pretende construir uma nova abordagem da relação vida, saúde e trabalho, provocando a reflexão dos trabalhadores sobre as consequências do trabalho para sua saúde e sua vida. Para isso, é preciso potencializar a ação sindical e a organização dos trabalhadores no local de trabalho. Essas são as condições imprescindíveis para construir estratégias efetivas que modifiquem o grave quadro atual de adoecimento dos trabalhadores.

A Rede Intersindical de Saúde Vida Viva é de âmbito internacional, realizado em cooperação com a TIE (Transnationals Information Exchange), uma rede de ativistas sindicais engajada na construção e no fortalecimento de um sindicalismo internacional de base. No Brasil a Rede conta com a participação da TIE-Alemanha e TIE-Holanda. A entidade busca estabelecer contatos com ativistas sindicais de vários países, visando auxiliar na troca de informações, de experiências entre trabalhadores e na construção de propostas formativas e estratégias conjuntas. A Rede também está sendo desenvolvida nos seguintes países: Alemanha, Canadá, México, Moçambique, África do Sul, America Latina, USA, Turquia.No Brasil o Projeto iniciou no ano de 2002 onde alguns sindicatos resolveram se articular para resolverem, juntos, os seus problemas comuns.