APLB

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Trabalhadores e pais realizarão ato na 4ª pelo reajuste salarial em Ilhéus

Trabalhadores e pais de alunos da rede municipal de Ilhéus estarão realizando um ato público na próxima quarta-feira, dia 14, às 14 horas, como forma de sensibilizar o governo municipal para a necessidade de se cumprir a lei que garante pagamento do piso nacional dos professores e reajuste anual dos demais servidores. A concentração dos participantes do movimento será em frente ao Instituto Municipal Euzínio Lavigne (IME-Centro) e Colégio Heitor Dias, seguindo em caminhada pelas ruas do centro da cidade. A decisão da categoria foi tomada na manhã desta sexta-feira em assembleia realizada na Câmara de Vereadores.

Ainda na tarde de quarta-feira os pais e representantes da APPI/APLB-Sindicato estarão solicitando um espaço na Câmara de Vereadores para mostrar a situação crítica das escolas da rede municipal de Ilhéus e os prejuízos para a educação caso o prefeito Jabes Ribeiro não assine o acordo da Campanha Salarial 2014 que garante a reposição salarial. Os trabalhadores em educação também decidiram realizar uma nova assembleia da categoria na próxima sexta-feira, às 7h30min para avaliar o movimento.

Na última quinta-feira (08) pais, mães, avós, tios e responsáveis pelos de alunos da rede municipal de Ilhéus participaram de uma assembleia realizada na Câmara Municipal, onde mais uma vez manifestaram o apoio à luta dos trabalhadores em educação pelo pagamento do piso nacional dos professores e reajuste anual dos demais servidores. Emocionados, muitos pais fizeram questão de reafirmar que a educação em Ilhéus atravessa sérias dificuldades por conta da falta de compromisso do governo municipal com o ensino público.

Enilda Mendonça informou que a data base da categoria é janeiro de 2014 e a pauta da campanha salarial, aprovada por unanimidade pelos trabalhadores em educação, foi protocolada na Prefeitura de Ilhéus em dezembro do ano passado, mas até o momento o governo municipal não assinou o acordo. No ano passado os trabalhadores em educação realizaram uma greve de mais de 80 dias e como o governo municipal insistiu em não conceder a reposição salarial, os sindicatos decidiram ingressar na justiça para cobrar seus direitos. Em sua decisão, a juíza da Vara do Trabalho deu ganho de causa aos trabalhadores.